
Os 8 Produtos de Exportação Mais Lucrativos do Brasil: O Que Sustenta Nossa Economia
Exportamos toneladas de commodities, mas continuamos longe de ser referência em inovação.
Exportar é um dos pontos fortes do Brasil. Afinal, não é todo dia que um país consegue ser campeão em... commodities. Sim, enquanto outros países exploram produtos de alta tecnologia, o Brasil ainda lidera o mercado com soja, petróleo e minério de ferro. Nesse artigo, vamos ver o que faz dessas commodities os verdadeiros carros-chefes do Brasil e, claro, refletir um pouco sobre o que isso significa para nossa economia a longo prazo.
Soja é o número um. O Brasil exporta nada menos que US$ 53,2 bilhões em soja. Esse grão mágico gera mais lucro do que a maioria dos produtos industrializados que o país sequer tenta fabricar em larga escala. Será que um dia veremos algo mais sofisticado no topo da lista? Talvez, mas enquanto isso, seguimos no clássico “do campo para o mundo”, aproveitando a alta produtividade do agronegócio.
No segundo lugar, temos os óleos brutos de petróleo, gerando US$ 42,5 bilhões. O petróleo brasileiro, por mais lucrativo que seja, ainda enfrenta o mesmo dilema: exportamos bruto e compramos refinado. Mas vamos deixar o sarcasmo de lado. Afinal, sempre é bom vender o que temos e comprar de volta com um "toque estrangeiro", certo? Este ciclo ilustra bem os desafios que enfrentamos para agregar valor internamente.
E não vamos esquecer do nosso robusto minério de ferro, que rende US$ 30,5 bilhões. A lógica aqui é simples: por que transformar ferro em aço quando podemos apenas vender a matéria-prima? Dá um trabalho a menos e deixa o valor agregado para outros países, que, enquanto isso, desenvolvem tecnologias e empregos qualificados.
Por fim, melado e açúcar, milho, farelo de soja, óleos e carne bovina completam a lista. Juntos, esses produtos movimentam bilhões e são a espinha dorsal das nossas exportações. A pergunta que fica é: até quando seremos o celeiro do mundo, e não a oficina de inovação? Para Brasil prosperar de verdade, talvez precisemos olhar para o futuro e buscar outras formas de agregar valor aos nossos recursos, investindo em indústrias que aumentem a competitividade global do país.

